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quinta-feira, 11 de maio de 2017

: Lembranças de uma vida passada como escravo (RELATO)

Já tive algumas experiências com escravidão, uma delas escrevi aqui no IVA, chamada Escravidão Astral.
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Há um tempo eu tive uma experiência que guardei para mim pois era pessoal e muito forte!
Mas tem vezes que fica difícil.
Ontem eu tava voltando da aula de noite e coloquei um CD de Clara Nunes e aleatoriamente começou a tocar a música CANTO DAS 3 RAÇAS!
EU TENHO CERTEZA QUE FUI NEGRO NA OUTRA VIDA. Desculpe a caixa alta nas letras, mas foi essa experiência que eu tive que mexeu demais comigo, mas não posso provar que isso foi real, nem pra mim nem pra ninguém, mas eu me vi vivendo isso tudo!
Não foi uma projeção, foi um rememoração! Não sei por qual motivo os mentores ou a divindade nos permitem ter essas visões, mas elas mexem demais conosco.
Eu me via numa pequena casa com paredes bem simples. Móveis velhos e algumas coisas penduradas em pedaços de madeira que ajudavam a segurar a casa, roupas velhas.
Via um filho meu indo até a janela e me desesperava falando: não vai até aí, vai chamar a atenção dos brancos, vem pra cá…
Haviam tiros, uma verdadeira guerra lá fora.
Nessa hora achei confuso pois essa guerra parou e vi outra cena onde eu andava no meio de um canavial com outros dois amigos negros. Andávamos por lá e chegamos num barranco bem alto e ficamos lá de cima olhando outras pessoas trabalhando num campo aberto. Ali conversávamos sobre liberdade, sobre os planos de tentarmos libertar ou falar algo àquele povo escravo.
Pouco depois volto à casa e continua a mesma cena anterior.
Eu abaixado e protegendo o corpo do pequeno menino negro, como meu filho. Levantei rápido e ví vários negros mortos sendo colocados em sacos parecidos com de Feijão, marrom, eram empurrados com os pés para poderem caber ali dentro.
Foi quando olharam para a casa que estava. Corri da janela para perto de um tronco de madeira e me abaixei protegendo o menino.
Como não abri a porta ouvi falarem que iam explodir tudo.
Foi quando senti uma grande explosão e praticamente as forças físicas irem embora.
Senti a morte!
Senti a minha morte! Foi uma coisa fortíssima isso.
Mas não senti dor…
Senti tudo balançar em ondas bem fortes e percebia o corpo caindo, mas eu não. Via tudo ao redor. Observava a casa destruída, meu corpo e o do menino jogados, ensangüentados vários escombros por cima dos corpos. Olhei ao redor e via risos dos homens ao lado.
Mas vi ao lado da casa um grupo enorme de espíritos negros nos levantando as mãos.
Nessa hora eu dei um grito espiritual, senti isso tão forte na alma que me balancei em cada célula espiritual. Foi como soltar uma grito de dor fortíssimo, de injustiça, de maldade. Sentia uma força imensa, era uma mistura de ódio com aquela necessidade de sentir paz. De pena daqueles seres, de injustiça em cima daquele menino morto ali…
Nessa hora abri os olhos no corpo e fiquei estático! Não entendia ainda o que havia acontecido.
Era diferente de tudo que já havia vivido! Sonho não podia ser, pois era eu ali! Se não fui eu naquela vida, alguém foi! Não poderia criar aquela cena daquele jeito, a emoção e as visões ao redor. Eu conhecia aquelas pessoas! Sabia claramente quem eram! Mesmo os que nos mataram eu conhecia profundamente, como se tivesse conhecido minuciosamente cada um deles…
Fiquei extremamente pensativo com esse relato.
E não é raro eu encontrar espíritos assim fora do corpo e não é raro que muitos de nós tenhamos passado e vivido na época da escravidão aqui no Brasil.
Às vezes sinto uma força imensa ligada à liberdade e forma de olhar as coisas. Só que é como algo adormecido. Consigo sentir até um certo limite, mas elas tendem a não me deixar ir fundo. Como é bem planejado a encarnação, nos fazem esquecer quase que por completo no consciente, mas a verdade é que isso mora dentro da gente. Não há como nos tirar o que é nosso, de alguma forma sabemos de tudo, bem lá no fundo…
Seja sonho ou realidade não faz diferença para mim, eu me via dentro daquela situação e a respeito profundamente.
Lindo será o dia em que não escravizaremos mais nada… Nem homens…. nem animais…
Que coisa terrível é o sofrimento da injustiça provada na própria pele!
E é preciso vivenciar isso no lombo para compreender essa dor!
Aí daquele que maltratar o próximo… Seja qual for esse próximo…
Pois aprenderá…
Não por vingança, mas por necessidade e natural repercussão da lei. Sentirá na pele para compreender a o grito calado dos mais frágeis!
A agonia que é ser injustiçado!
Ver seus filhos serem assassinados sem dó.
Sentir o soluçar de dor daquele momento (tal como diz a canção que postei).
Parece que ninguém ouviu…
Parece que ninguém estava olhando por eles…
Mas havia uma multidão de espíritos acompanhando…
Não estavam sós…
Real ou não, eu vi quando senti o corpo desfalecer no chão e uma LEGIÃO ENORME de espíritos estavam nos recebendo…
Essa é a história de nosso País, da nossa Terra…
Essa é a história do nosso caminhar espiritual…
Essa é a história dos nossos antepassados…
Essa é a sua e a minha história…
E como também diz a canção:
“esse canto que devia, ser um canto de alegria… Soa apenas como um soluçar de dor…”
E aí penso: como temer?
Temer o que?
Quero a minha liberdade e ela também está em libertar-me do corpo físico e reconhecer o que sou de verdade… UM ESPÍRITO ENCARNADO.
Não importa qual corpo estejamos e nem as dificuldades que enfrentemos, NÓS SOMOS MUITO MAIS DO QUE ISSO!
Na vida passada não fui faraó.
Nem fui ninguém importante…
Não fui Rico…
Não fui reconhecido na dimensão material.
Não sei sei também se fui esse negro que relatei, mas foi o que vivenciei de forma firme nesse lindo presente que tive!
Mas me orgulharia muito mais de mim se tivesse sido assim…
Tenho certeza que a alma quando se liberta carrega a riqueza dos valores morais e éticos, e não da importância que teve em determinada situação…
Muita paz e liberdade, irmãos!
Saulo

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